quarta-feira, 26 de junho de 2013

Portfolio

Modelo: Kauana Vargas
Produção: Vitória Morais e Driely Cunha






O Filme

Explicar como funciona o processo de revelação do filme preto-e-branco é quase como explicar o de uma cópia normal, só que neste modo envolve além de mais cuidado com as áreas molhadas, muita adrenalina e medo do escuro.
Quando entrar no laboratório já coloque óculos e jalecos, pois os químicos são corrosivos além de manchar as roupas, cabelos e unhas. Depois de vestido adequadamente, separe e deixe em uma linha de “visão cega” o que você vai usar ainda com a luz acesa: tesoura, espiral, tanque e a tampa do tanque, respectivamente. Assim, quando estiver na escuridão total você não se atrapalhará. Precisamos de um lugar adequado, ou seja, um ambiente que não entre luz (qualquer mínima entrada de luz pode danificar seu filme), com bacias e bancada para colocar os materiais e também uma pia para ajudar no processo de lavagem dos filmes. Sempre bom lembrar e requisitar a presença de um assistente, pois enquanto você balança os químicos dentro do tanque, ele já pode buscar o seguinte e agilizar o processo.

Apague a luz.

Tire o filme, corte as pontinhas com a fita para que não prejudique a revelação. Enrole em um espiral, sempre tome muito cuidado para não tocar na emulsão, é necessário deixar um espaço entre as voltas. Quando acabar, o que não demora muito depois que você pega a prática, coloque a espiral no tanque e feche.

Acenda a luz.

Sirva o revelador, meça a temperatura do revelador e saberá o tempo correspondente à diluição, à temperatura e ao filme. Coloque o revelador no tanque e agite, mas agite com vigor, a cada um minuto descanse quinze segundos, e em cada pausa bata o tanque na bancada para não deixar as bolhas, retire o revelador.
Troque o revelador por interruptor, agite durante 1 minuto e retire o químico.
Agora coloque o fixador no tanque e agite, com o mesmo vigor de sempre, e a cada dez minutos, descanse um.

Abra o tanque
Despeje na pia ou em um recipiente que você possa deixar o fixador, pois ele ainda pode ser reaproveitado, lave por cerca de dez minutos em água corrente e filtrada.
Retire do espiral deixe secar naturalmente, é melhor.

Para um melhor aproveitamento de tempo e negativo, façamos algumas provas de contato que consta em nada mais nada menos que um fotograma do negativo.
Essas provas servem para que toda vez, repetindo TODA VEZ, que entrarmos no laboratório para revelar você deverá fazer essas cópias para que possa acerta a exposição e sua foto ficar perfeita.

Papel fotográfico

O papel fotográfico é exposto à luz de uma forma controlada, seja pela sobreposição de um filme negativo em contato direto com o papel, seja pelo uso de um ampliador, pela exposição através de alguns tipos de câmeras, ou pela colocação de objetos sobre o próprio papel para a produção de um fotograma. O papel é posteriormente revelado para a produção de uma imagem visível.
Com os papeis de impressão a revelação não é necessária, basta expor o papel a uma luz bastante forte como a solar. A imagem se forma nesse processo e depois é fixada por uma tonalização. Esses papeis diferem bastante dos papeis fotograficos mais comuns.
Os papeis fotograficos contem uma emulsão de haleto de prata sobre um suporte de papel branco. Se retirássemos a emulsão de sua base de papel e examinássemos a imagem por luz transmitida, fica´riamos surpresos com sua baixa densidade e seu baixo contraste. Isso pode ser parcialmente demonstrado ao olharmos uma cópia fortemente iluminada por trás, áreas pretas da cópia tornariam-se cinzas escuro e podem revelar diferenças de densidades sutis que não são visiveis por luz refletida.
A cor da imagem é a combinação da emulsão com o papel. A cor da base varia de branco frio e cores mornas, uma vez que não há um sistema comum para designar a cor básica, é melhor comparar amostras de papel de vários fabricantes.
Os papeis projetados para cópias de contato ainda parecem ter uma emulsão composta principalmente de cloreto de prata. São lentos, porém tem boa escala e bons contrastes. Sua baixa sensibilidade à luz os torna inúteis para a maior parte dos proósitos de ampliação.
A escala de exposição de um papel deve ser equivalente à escala de densidade do negativo, para que todos os contrastes do negativp possam ser revelados na cópia.
Alguns dos defeitos do papel podem ser vistos antes de expor e revelar o papel, e a detecção poupa tempo. Cada folha deveria ser examinada sob as luzes de segurança, mas má coberturas, linhas escuras, finas e que se cruzam só serão descobertas após o papel ser revelado.

Fonte: A Cópia - Ansel Adams
Wikipédia

Zone System

O Sistema de Zonas é um método fotográfico desenvolvido pelo fotógrafo Ansel Adams no final dos anos 30, em parceria com Fred Archer. Sua idéia era bastante simples e inovadora: criar uma nomenclatura adequada para a luz. Adams tinha vontade explanar para a fotografia os tons de cinzas como notas musicais, originou sua metodologia estabelecendo relações entre os valores de  objeto e suas respectivas escalas de densidades, registradas pelo negativo. Em resumo, uma tecnologia inovadora. Na natureza percebemos uma variação de brilhos, incapazes de serem registradas pelo filme fotográfico. Este diferencial limitapse nos negativos, a principio, em 10 tons diferentes que variam do preto até o branco da superfície do papel. A diferença de amplitude de  tons pode ser controlada mediante utilização do método do sistema de zonas.


O sistema de zonas nos permite relacionar várias luminâncias de um objeto com os cinza, o branco e o preto que visualizamos, para representar cada luminancia na imagem final. Essa é a base do método de visualização, quer a representação literal, quer seja um distanciamento da realidade. Você pode muito bem estar se perguntando por que sofrer tanto para produzir bons negativos quando temos à disposição papéis fotográficos com vários graus de contraste e outros controles que nos permitem compensar, na cópia, negativos de escalas diferentes. Embora esses controles seja úteis, é mhlor tentar obter o melhor negativo possível para minimizar a dependencia dos controles de contraste na produçã da cópia, pois os papéis de contraste normal procuzem cópias com tons melhores.

Fonte: O Negativo - Ansel Adams
Pesquisa Web - Fernando Pires